Chuva de meteoros

altEmbora sejam mais observadas as "estrelas cadentes" de agosto, o certo é que o fenómeno apresenta intensidade idêntica em dezembro e em outubro. No entanto, a "chuva" de novembro – embora com número inferior de meteoros por hora – oferece, por vezes, algumas surpresas que, uma ou outra vez, fizeram dela a mais espetacular de todas.

Tem-se como certo que os "rastos de poeiras" deixados por cometas, cujas órbitas são intercetadas pela da Terra, são os responsáveis pelo número considerável de rastos luminosos produzidos na atmosfera terrestre, nas ocasiões em que o nosso planeta atravessa a região do espaço onde se encontram. Admite-se também como lógico que, tendo tais rastos larguras de milhões de quilómetros, a densidade seja maior na região central, pelo que existirá um período de tempo para que a Terra atravesse toda a faixa, primeiramente em regiões de menor densidade (de que resultam poucos meteoros), depois pela parte central (momento do "pico" da "chuva"), acabando por diminuir o número de meteoros à medida que a Terra vai deixando a nuvem de poeiras.

Tratando-se de cometas periódicos, é natural aceitar-se que, após uma passagem recente do cometa nas proximidades do Sol, a nuvem seja reabastecida, pelo que será de esperar uma "chuva" mais intensa na passagem seguinte da Terra pelo seu interior. No entanto, a constatação (nas últimas décadas) de que algumas vezes ocorrem chuvas de meteoros inesperadamente intensas levou a ajustar as ideias sobre a forma como os cometas vão libertando tais partículas sólidas, justificando, assim, os factos observados.

altO cometa cuja aparição foi registada em dezembro de 1865 por Ernest Tempel e revelou uma periodicidade próxima de 33 anos foi associado por Giovanni Schiaparelli, em 1867, à "chuva de estrelas cadentes" que parecia cair da constelação do Leão e, por isso, designadas por "Leónidas". As estimativas regulares sugerem cerca de 20 meteoros por hora, mas em 1867 o número observado foi próximo de mil por hora, e na passagem seguinte ter-se-á aproximado de dez mil!

O "pico" das Leónidas deste ano está previsto para a noite de 16 para 17 deste mês de novembro, e o número máximo que se admite é o da previsão geral, ou seja, 20 meteoros por hora. Se o céu estiver limpo, as condições serão as melhores para a observação – mesmo de meteoros de fraca intensidade –, dado que a Lua não estará presente no céu, pelo que não haverá o incómodo do luar. É certo que o radiante – o ponto do céu de onde parecem radiar os traços luminosos –, situado na constelação do Leão, só estará acima do horizonte a partir das duas horas da madrugada. No entanto, já bem antes dessa ocasião, poderão ser vistos os meteoros que radiam "para cima", ou seja, na direção do Caranguejo, dos Gémeos e do Orionte.

 

SUPER 223 - Novembro 2016

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