Ameaças e esperanças

altEm 2002, um asteroide de bom tamanho (cinco a dez metros de diâmetro) despenhou-se no Mediterrâneo. Ninguém o tinha visto antes e não houve tempo para quaisquer preparativos, mesmo que soubéssemos o que fazer. Por essa razão, dedicámos a capa da SUPER 57, a primeira de 2003, ao tema dos asteroides que podem chocar com a Terra: quais as probabilidades de isso acontecer, quais as propostas para lidar com esta ameaça, quais as possíveis consequências.

Também em 2002, detetara-se um novo destes corpos errantes, agora com uns dois quilómetros de diâmetro, que poderia, segundo as primeiras análises dos dados orbitais, vir a colidir com a Terra em 2019. Felizmente, medições mais apuradas vieram afastar o risco e podemos estar descansados: o 2002NT7 (assim se chama o bicho) vai continuar a andar por aí, mas não representa qualquer perigo nas próximas décadas.

Entre os efeitos devastadores de uma colisão com um corpo de 2 km de diâmetro, que em princípio podemos detetar com alguma antecedência, e as consequências da entrada na atmosfera de um pedregulho com umas dezenas ou centenas de metros, virtualmente impossível de localizar a tempo de reagir, venha o Diabo e escolha.

A ameaça existe. Os cientistas seguem o curso de quase um milhar destes vagabundos espaciais com mais de um quilómetro de diâmetro que podem passar demasiado perto da Terra. No entanto, é difícil localizar e acompanhar a órbita de milhares de corpos mais pequenos e que poderiam ter efeitos muito menos catastróficos, porém mais prováveis. Por isso, os investigadores procuram novas ideias e mais meios para tentar prever (e prevenir) uma tragédia.

A questão seguinte é: o que fazer (caso houvesse tempo) se detetássemos um asteroide com, digamos, cem metros de diâmetro e em rota de colisão com a Terra daqui por 18 meses? Há algumas ideias, umas mais realistas do que outras, mas, na maioria dos casos, mantém-se a controvérsia sobre a verdadeira eficácia de cada um dos métodos propostos. Sendo assim, seria melhor começar a fazer experiências. Antes que sigamos o caminho dos dinossauros. Nesse ponto, pouco evoluímos.

 

SUPER 177 - Janeiro 2013


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