Um rasto digital

altMuitas investigações policiais foram resolvidas, ao longo de séculos, vasculhando nos caixotes do lixo, em busca de algum documento comprometedor. Hoje, os inspetores judiciários não precisam de sujar as mãos: os dados que procuram estão quase de certeza arquivados de forma digital num ou mais dos computadores e telemóveis dos suspeitos; provavelmente, passaram também pela rede de uma operadora de telecomunicações, de onde é possível extraí-los com relativa facilidade. Além disso, as operadoras de telemóvel são obrigadas a conservar um registo de toda a nossa atividade durante seis meses: onde estamos, com quem falamos, que mensagens enviamos e recebemos.

Em boas mãos, esta informação é inofensiva. Para começar, porque, à partida, ninguém está interessado em nós, a menos que sejamos uma vedeta do futebol. Depois, porque, para ter acesso aos dados, é necessário um mandado judicial. Isto é, mesmo que sejamos uma vedeta do futebol, só se formos suspeitos da prática de algum crime é que um juiz pode ordenar a consulta da informação guardada.

O problema é se a informação cai nas mãos erradas. Num estado autoritário, o governo pode, por exemplo, deduzir quem são os opositores vigiando as suas comunicações. E há países onde acontece isso mesmo, como sabemos. O problema que nos levou a chamar esse tema à capa da SUPER 60, publicada em abril de 2003, foi a decisão, tomada nos Estados Unidos, de aumentar a espionagem eletrónica sobre todos os cidadãos, de modo a poder intercetar a tempo qualquer manobra terrorista.

Ora, os Estados Unidos não são um regime autoritário, e os cidadãos não podem estar sob vigilância permanente. Ou não deviam poder estar. No entanto, o Pentágono avançou mesmo com o programa Total Information Awareness, cujo objetivo é nada mais nada menos do que registar todas as ações de todos os cidadãos. Dez anos depois, com a proliferação de telemóveis e computadores portáteis, redes Wi-Fi e aplicações georreferenciadas, a tarefa será ainda mais simples. E a pergunta mantém-se: estaremos a ser espiados? Porquê e por quem?

 

Leia a SUPER numa edição digital: http://pt.zinio.com/browse/publications/index.jsp?productId=500666894

SUPER 180 - Abril 2013

 


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