Paternidade em crise

altEm junho de 2003, dedicávamos a capa da SUPER ao fenómeno da parentalidade masculina, que se assumia então como pretendendo redefinir as regras. Graças a uma mudança paulatina nas conceções de vida e da própria masculinidade, deixou de ser encarado como anormal que um homem possa e queira acompanhar os seus filhos e participar no seu crescimento tanto quanto a mãe, que tradicionalmente ocupava esse lugar. Para este movimento, muito contribuiu a adoção, em vários países europeus, de legislação que concede aos pais (ambos) longas licenças de parto, desde que o pai também tire alguns meses para dedicar ao bebé. Nesse aspeto, a lei portuguesa é das mais generosas e estimulantes.

Infelizmente, porém, a situação económica não é de molde a incentivar a paternidade, o que explica porque é que nascem cada vez menos bebés em Portugal, uma tendência que se acentuou no último par de anos, colocando o nosso país no fim da tabela dos índices de natalidade. A redução do número de nascimentos, associada ao aumento da longevidade, terá, a prazo, importantes consequências, muito para além das que são habitualmente referidas, como a sustentabilidade (ou falta dela) dos modelos de segurança social.

Aliás, algumas dessas consequências já se fazem sentir nos nossos dias, e mesmo desde há alguns anos, como a falta de alunos para as escolas primárias, que começa agora a notar-se no secundário e já lançou o caos nas universidades privadas, nas quais o descréscimo do número de novos alunos põe em causa a sua viabilidade económica. Impactos semelhantes se sentirão, dentro de alguns anos, na área do emprego, com menos pessoas a entrarem no mercado de trabalho. Isso, que agora pode parecer bom, arrastará outros efeitos: haverá médicos, professores e condutores de autocarro suficientes?

É claro que a solução terá de passar pela abertura à imigração, para colmatar as falhas. Curiosamente, serão os filhos dos “novos pais” de que falávamos na SUPER 62 que irão ter de enfrentar e resolver este problema. Podemos esperar que, criados de uma forma diferente das gerações anteriores, tenham também soluções diferentes e formas diferentes de abordar a questão.

 

SUPER 182 - Junho 2013

 

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