Longe, muito longe

altParece que passou muito tempo, mas não: foi só em 1995 que foi anunciada a primeira descoberta de um planeta extrassolar, embora tivesse havido duas publicações anteriores que só mais tarde foram confirmadas. Em julho de 2003, dedicávamos a esse tema a capa da SUPER 63: “Já conhecemos 125 planetas extrassolares”, dizíamos. Dez anos volvidos, o ritmo de deteção de novos exoplanetas é tal que se torna difícil saber ao certo quantos são. O melhor é avançar uma estimativa: estamos a aproximar-nos dos mil. Mais: o aperfeiçoamento das técnicas de observação e a construção de melhores telescópios está a permitir-nos ver diretamente alguns dos planetas em causa (gigantes gasosos, como Júpiter), em vez de termos de nos limitar a deduzir a sua presença através de métodos indiretos, como a oscilação gravitacional induzida na estrela ou a flutuação cíclica da luz que ela emite, indicando um corpo que passa na linha de visão (é claro que, com este método, só podemos descobrir planetas cujo plano orbital em torno da estrela coincida com a linha de vista).

Ver planetas a tão grandes distâncias é uma façanha tecnológica assinalável, mas ainda fica aquém dos sonhos mais arrojados de alguns cientistas que pretendem, de facto, procurar o brilho noturno de hipotéticas cidades alienígenas. Para isso, teremos de vencer alguns obstáculos. Em primeiro lugar, será necessário passar dos gigantes gasosos para os planetas sólidos mais pequenos, como a Terra, o que oferece, pelo menos, mais uma dificuldade, visto que eles terão órbitas mais próximas da estrela, cujo intenso brilho torna as observações extremamente complexas. O passo seguinte, igualmente ciclópico, será conseguir ultrapassar a resolução atual, em que um planeta (e gigante) não passa de um ponto que reflete a luz da estrela, e chegar ao ponto de conseguir ver com suficiente nitidez a metade escura do planeta para ser possível detetar o brilho das grandes metrópoles. Isto, claro, se houver a) vida extraterrestre b) inteligente c) nas proximidades do Sistema Solar e d) que tenha construído cidades. Como sonhar não custa, podemos esperar que, daqui por dez anos, pareça mais fácil.

 

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SUPER 183 - Julho 2013


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