Ficção ou facto científico?

altA tecnologia evolui tão depressa que, por vezes, é difícil distinguir o que é ficção científica e o que já se tornou realidade. No entanto, e apesar dessa vertiginosa evolução, a solução para alguns dos problemas mais perturbantes da sociedade continua por descobrir. Acredito que, durante os próximos cinco anos, no entanto, uma série de avanços tecnológicos intuitivos e criativos irá abordar e concentrar-se em alguns dos maiores problemas do planeta e até do dia a dia dos cidadãos. Essas inovações não vão apenas melhorar o futuro... vão torná-lo muito mais seguro e aprazível.

Uma das mudanças mais imediatas será a possibilidade de as pessoas produzirem a sua própria energia atraves das suas ações. É um facto: tudo o que se move pode criar energia. Os ténis que servem para andar, as rodas da bicicleta em movimento, mesmo a água que flui nos tubos de uma casa. Os avanços tecnológicos no campo das energias renováveis vão ajudar as pessoas a armazenar e utilizar esta energia para alimentar casas, escritórios, cidades.

Um pequeno dispositivo ou até uma bateria descarregada, anexada às rodas de uma bicicleta, por exemplo, pode armazenar energia a partir dos pedais em movimento. Depois do passeio e já em casa, basta tirar o dispositivo da bicicleta e conectá-lo a um qualquer aparelho para transferir a energia armazenada, seja para alimentar um candeeiro ou um micro-ondas. A possibilidade de gerar energia está em todo o lado e ela pode ser capturada de várias formas.

Outra das inovações mais imediatas será o fim das passwords. Não será mais necessário criar e decorar uma variedade desmedida de senhas. Em vez disso, vamos poder contar com as nossas características biológicas, que, ao serem únicas, conferem a máxima fiabilidade: seja a voz, a forma do rosto, a retina, ou mesmo todas em conjunto.

Chegará o dia em que bastará chegarmos a um caixa multibanco e retirar o dinheiro com um simples olhar para a câmara. Ou verificar o saldo da conta bancária no telefone depois de proferir o nosso nome. Porque os sistemas de dados biométricos, que usam software de reconhecimento facial, de voz e scans de retina, para já limitados ao uso corporativo especializado, estão prontos para serem usados em grande escala. Não se tratará apenas de facilitar o nosso dia a dia, mas de tornar os procedimentos mais seguros.

Por outro lado, a exclusão digital acabará. O fosso entre os que têm tecnologia e os que não têm irá desaparecer, graças à tecnologia móvel. Nos próximos cinco anos, serão vendidos 5,6 mil milhões de dispositivos móveis, num mundo habitado por sete mil milhões de pessoas. Com os telemóveis a serem cada vez mais fáceis e baratos de adquirir, as operadoras móveis estão a criar infraestruturas modernas em locais em que antes não existiam. Basta nomear a necessidade, seja bancária, de saúde ou de educação e os serviços móveis vão ajudar a resolvê-los.

Na Índia, por exemplo, a IBM criou um serviço que agrega tecnologia de voz e dispositivos móveis para permitir que os habitantes rurais analfabetos façam circular informações importantes, tais como boletins meteorológicos atua­lizados ou as datas em que os médicos estão de visita às localidades.

Mais: ler a mente já não é ficção científica. Por exemplo, ligar o cérebro de uma pessoa a dispositivos como laptops ou smartphones será brevemente uma realidade. Num futuro próximo, por exemplo, sempre que quisermos ligar a alguém bastará pensar no nome da pessoa e o telefone fará o resto.

Cientistas no campo da bioinformática dispõem já hoje de uma espécie de headsets ou “capacetes” com sensores avançados, capazes de reconhecer a atividade elétrica cerebral, as expressões faciais e as intenções de uma pessoa sem que ela execute qualquer ação física. Os cientistas acreditam que dentro de cinco anos vamos começar a ver as primeiras aplicações desta tecnologia na indústria dos videojogos e do entretenimento, e até na saúde. Os jogos informáticos são uma escolha óbvia, mas os médicos também podem usar a tecnologia para testar os padrões do cérebro, e até ajudar na reabilitação dos doentes e a entender distúrbios cerebrais, como o autismo.

Por fim, acredito que o lixo eletrónico se tornará em correio prioritário. Daqui a cinco anos, os anúncios não solicitados que hoje enchem as nossas caixas de correio tornar-se-ão tão personalizados que até vai parecer que o spam deixou de existir. Na realidade, o que acontecerá é que os sistemas serão capazes de filtrar e encontrar apenas os dados que são importantes e relevantes para cada um de nós, transmitindo-nos a informação que realmente precisamos sem que seja necessário procurá-la.

Ricardo Martinho * 

* Diretor da Unidade de Software da IBM Portugal

 

SUPER 168 - Abril 2012


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