Ligar os pontos

altJá não podemos dissociar a tecnologia do mundo clínico. É um facto. Então, o caminho é saber tirar o melhor partido possível do que as novas tecnologias nos podem oferecer, desde o apoio ao diagnóstico, dos tratamentos à cura de algumas doenças.

Assistir à vitória do supercomputador Watson (na foto), no concurso televisivo norte-americano Jeopardy!, dando respostas que tinham por base complexos enredos de linguagem natural, abriu a possibilidade de um computador poder ser usado por médicos. No entanto, e apesar de as capacidades do Watson terem gerado expectativas e fomentarem a imaginação de muitos observadores, quanto à questão sobre se os computadores irão eventualmente algum dia substituir médicos e outros clínicos, a resposta é um simples e redondo “não”!

O que é expectável, sim, é que o Watson venha a emergir como um novo tipo de ferramenta disponível para os prestadores de cuidados de saúde, num nível mais avançado do que qualquer outro modelo de apoio à decisão clínica que existe hoje em dia. Que médico não sentiu já a frustração de lutar com um aglomerado de informação clínica sempre em atualização, numa batalha por vezes perdida tanto pela falta de tempo para estudar como de meios ou recursos para o fazer?

A capacidade de compreensão que o Watson tem de utilizar a linguagem natural e relacionar termos e textos complexos e ambíguos, ao mesmo tempo que considera a informação contida em grandes volumes de dados, incluí­dos em livros didáticos, de pesquisa médica, sobre populações de pacientes ou sobre um único indivíduo, poderá melhorar significativamente o desempenho médico e a prestação de cuidados de saúde.

Nos últimos anos, os clínicos têm feito uso limitado de sistemas informatizados para ajudar nas suas tomadas de decisão – a tecnologia ainda é considerada estranha e intrusiva à rotina da prática clínica, e trabalhar com janelas de escolhas e sistemas preformatados, muitas vezes desatualizados, é pouco flexível e apelativo.

O Watson, por outro lado, pode interagir em linguagem natural, e tem capacidade para incluir dinamicamente cada nova peça de informação. Ele “aprende” à medida que vai evoluindo, e, ao exibir os resultados pedidos, pode indicar diferentes graus de probabilidade de diagnósticos possíveis, e oferecer sugestões para informação adicional – o que será muito eficaz para aumentar a segurança na tomada de decisão clínica.

Considere-se, por exemplo, o processo de obtenção de um diagnóstico. O Watson pode ajudar a “descobrir” uma possibilidade de diagnóstico escondida em resmas de dados sobre pacientes em condições semelhantes ou em publicações científicas recentes, ou mesmo em históricos de registos de pacientes. Ou pode sugerir a próxima peça de informação necessária para resolver um diagnóstico complexo, em caso de sintomas atípicos. Em ambos os casos, o diagnóstico seria, com a ajuda do Watson, alcançado pelo médico com confiança, precisão e rapidez, traduzindo-se em maior segurança, qualidade e eficiência no atendimento.

Num futuro próximo, consultar o Watson pode tornar-se parte da rotina médica e uma escolha natural, semelhante a recorrer a um colega especialista, embora nunca o venha substituir.

Para já, muitos médicos e clínicos estão já a trabalhar com outros parceiros importantes, como sejam a Universidade de Columbia e a Universidade do Maryland, para desenvolver formas de alavancar a poderosa tecnologia Watson na assistência ao paciente.

Todos nós precisamos de uma medicina baseada em evidências, mas a evidência médica tornou-se cada vez mais dinâmica, complexa e multifacetada. O Watson pode ajudar a “ligar os pontos” e tornar-se um apoio indispensável aos prestadores de cuidados de saúde.

 

Cristina Semião

Diretora do Setor Público da IBM Portugal

 

SUPER 175 - Novembro 2012


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