Parar o governo

altÉ urgente o Amor/ É urgente um barco no mar// É urgente destruir certas palavras,/ Ódio, solidão, crueldade,/ Alguns lamentos,/ Muitas espadas”. Os poetas andam sempre à frente de nós, e Eugénio de Andrade não é exceção.

A propósito dos artigos de economia e de alguns outros publicados na SUPER, sinto que tenho de partilhar a minha opinião. É urgente parar este Governo. Tem sido acusado de incompetência, ignorância e trapalhice. Não é verdade: este governo sabe perfeitamente o que quer e para onde vai e a trapalhice só surge na pressa de chegar onde se propôs chegar, porque o tempo é curto e pode não bastar.

Este Governo deixou de nos representar. O seu comportamento não tem nada a ver com aquilo que nós, portugueses, somos.

Somos irrefletidos, espontâneos, às vezes barulhentos e superficiais. Mas somos solidários, preocupamo-nos com as pessoas, achamos que temos direitos que conquistámos, que pagámos por eles, e que devem ser respeitados. Somos capazes, em tempos difíceis, de nos portarmos com responsabilidade, ser imaginativos, inventar a vida se for preciso.

Nunca diríamos, a propósito de um desastre anunciado, que “está dentro das nossas previsões”. E estas previsões, sempre falhadas, estão a conduzir Portugal para uma situação que será depois, pela violência e pela desumanidade das ações tomadas, muito difícil inverter.

Este Governo está a esvaziar o Estado de todas as funções sociais que têm caracterizado as preocupações da Europa Ocidental – está a reduzi-lo, como dizia há dias o prof. Paulo Trigo, ao Estado zero.

Não queremos depender do Estado, mas queremos que o Estado cumpra o contrato que celebrou connosco.

Fomos nós, cidadãos, que elegemos este Governo, e só nós, cidadãos, podemos “deselegê-lo”.

Não temos muitos meios ao nosso dispor. Cantar em todo o lado a Grândola, Vila Morena é um bom sinal, mas temos de ir além.

Somos muitos, milhões: se sairmos todos, juntarmos um milhão, dois milhões na rua em protesto, algo tem que acontecer.

Nós, os milhões de eleitores, podemos pedir ao Senhor Presidente da República que dissolva o Parlamento.

E se nada disto resultar, alguém se lembrará, com certeza, de outras formas.

Uma coisa é certa: é preciso parar este Governo – agora.

Manuel Pina (Lisboa)

 

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SUPER 182 - Junho 2013

 

 


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