Sistemas que aprendem

altEnfrentamos atualmente um dilema dos mais interessantes mas também dos mais desafiantes que já nos foram colocados. Temos ao nosso dispor mais informação do que qualquer outra geração teve no passado, mas, na prática, este imenso volume de dados não se tem traduzido no conhecimento de que necessitamos para tomar decisões rápidas e eficazes.

A boa notícia é que estamos a entrar numa nova era cognitiva em que os computadores se tornarão mais inteligentes e personalizáveis, e capazes de processar informação através das interações com dados, dispositivos e pessoas.

Todos os anos, a IBM analisa as cinco inovações que mudarão a forma como trabalharemos e viveremos nos cinco anos seguintes. Nesta última edição, a IBM acredita que não faltarão muitos anos até que todos os sistemas – software, supercomputadores e sensores – consigam aprender e raciocinar de uma forma mais natural e personalizada. Neste sentido, consideremos então o impacto que estas cinco inovações poderão ter no nosso dia a dia dentro de cinco anos.

A sala de aula irá aprender com os alunos –  Teremos um ensino personalizado em que as necessidades de cada aluno serão abordadas conhecendo as suas capacidades, mas também os riscos e os obstáculos que enfrentam. Através de tecnologias Cloud e Big Data e de computação cognitiva, será possível criar um sistema de análise sofisticado e personalizado, que irá aprender com cada aluno e possibilitará um modelo de ensino em que cada um terá o seu próprio guia de aprendizagem, capacitando-o com as valências de que precisa para atingir os seus objetivos pessoais e profissionais. Passaremos de um modelo pedagógico de um para vários para um modelo de um para um.

As compras nas lojas físicas vão superar as compras online – As lojas físicas vão conseguir melhorar e amplificar a experiência do consumidor a um nível que o comércio online nunca alcançará. Na verdade, os retalhistas conseguirão tirar partido do imediatismo da loja física, criando experiências que não poderão ser replicadas online. As novas tecnologias irão trazer o melhor dos dois mundos para as lojas físicas, podendo criar um perfil do consumidor, aproveitando para tornar a interação em loja uma experiência personalizada, baseada em reais padrões de consumo e em linha com o novo perfil pessoal de cada consumidor, conhecendo os seus gostos e necessidades, o que permitirá trazer para a loja a experiência e as vantagens do digital.

Os médicos vão usar o nosso ADN de forma rotineira de modo a promover a saúde e o bem-estar de cada um de nós – Computadores inteligentes conseguirão gerar o sequenciamento completo do genoma de uma pessoa de uma forma ainda mais rápida e económica, e, a partir de grandes repositórios de dados e publicações médicas, indicar rapidamente que tratamentos específicos podem ser aplicados a cada paciente. Na realidade, alguns centros de tratamento do cancro já estão ativamente a trabalhar com a IBM nesta área.

Todos teremos um guarda-costas digital – A segurança dos nossos dados pessoais vai surgir na forma de um guarda-costas digital não-intrusivo, em que cada utilizador conseguirá controlar o que este pode e o que não pode visualizar. Por exemplo, ao monitorizar os nossos movimentos online e associando-os ao nosso perfil de uso e ao nosso padrão de atividades – a partir de tecnologias de Big Data Analytics –, o guarda-costas digital irá alertar-nos sobre possíveis intrusões ou mesmo sinalizar proativamente o possível uso fraudulento dos nossos dados,  protegendo-nos e garantindo a nossa privacidade.

A cidade vai ajudar-nos a melhor viver nela – A cidade onde vivemos vai ajudar-nos, através de inteligentes sistemas de aprendizagem e de dispositivos e plataformas móveis, a promover a nossa qualidade de vida. Vai ajudar-nos, por exemplo, a obtermos informação útil sobre como evitar as vias mais congestionadas, vai alertar-nos sobre atividades do nosso interesse e vai pedir o nosso feedback sobre problemas de interesse geral, designadamente que vias precisam urgentemente de intervenção. Ou seja, as cidades vão ter a capacidade de nos ouvir e de falar connosco.

Não, não estou a falar de ficç­ão científica. Estas inovações estão já ao nosso alcance e vão ajudar-nos a tornar mais fácil o nosso dia a dia. Acredito que, dadas as sucessivas mudanças a que estamos sujeitos e com as quais lidamos diariamente, um mundo onde todos os sistemas possam aprender tornar-se-á um local ainda melhor para se viver.

 

Ricardo Martinho

(Diretor da Divisão de Software da IBM Portugal)

 

SUPER 192 - Abril 2014

 

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