A mãe do Prado

altMaria Isabel de Bragança: pobre, feia e visionária

A última infanta lusa a reinar em Espanha deixou um legado de valor incalculável: uma das galerias de arte mais importantes do mundo. Não chegou a inaugurar a obra, devido a um lamentável erro médico. Por causa disso, é conhecida como “a rainha que morreu duas vezes”.

Na Porta de Velásquez do Museu do Prado, em Madrid, começa a viagem ao neoclassicismo e às origens da instituição. Basta andar meia dúzia de metros para encontrar a sala 75 e descobrir um episódio histórico bem conhecido pelos espanhóis, mas oculto para a maioria dos portugueses. Ao fundo, a legenda do retrato da rainha Maria Isabel de Bragança apresenta-a como fundadora do Real Museu de Pintura e Escultura do Prado. Na imagem, a infanta lusa, casada com o rei Fernando VII de Espanha, aponta com a mão direita para a conhecida pinacoteca, visível através de uma janela. Na mão esquerda, segura os planos arquitectónicos. O quadro terá sido pintado onze anos depois da sua morte por Bernardo López Piquer, um retratista castelhano.

Aquela ala expõe outra pintura sua, mas de meio corpo, e uma escultura de mármore italiano em tamanho natural, feita por Álvarez Cubero, também póstuma. Está inacabada porque o autor morreu entretanto, revela a Enciclopédia Online do Museu do Prado (http://www.museodelprado.es). Durante muitos anos, a rainha “em pedra” esteve à entrada da instituição, a dar as boas-vindas aos visitantes. Aliás, as senhoras, em particular, apoiavam-se frequentemente num dos seus joelhos para subir a escadaria.

A sala 75 exibe ainda duas provas do quanto os súbditos apreciavam esta soberana. A primeira é a reprodução do tecto do salão principal de um palacete madrileno conhecido como Casino de la Reina, nada mais, nada menos do que o presente oferecido pela autarquia madrilena a Maria Isabel de Bragança por ocasião da primeira gravidez. Ficava no actual bairro da Moncloa, onde a rua Ronda de Toledo encontra a praça dos Embaixadores. Hoje em dia, é um belo jardim. A rainha nunca disfrutou dele, porque morreu antes da sua conclusão. A segunda está patente numa tela que representa a multidão agitada perante o passeio das faluas reais, e no qual Fernando VII e Maria Isabel de Bragança navegam nas águas tranquilas do lago do Parque do Retiro, na capital espanhola.

O Prado foi fundado por uma portuguesa, adorada pelo povo espanhol, e as homenagens estendem-se até à modernidade. Um dos melhores espaços do edifício, de formato circular, é a Sala da Rainha de Bragança.

altIgnorada pelos portugueses

São muitas pistas reunidas num só local visitado, todos os anos, por milhares de portugueses. De acordo com o gabinete de comunicação do museu, no ano passado, mais de 41 mil compraram ingresso, o que representa cerca de 1,6 por cento dos seus cerca de três milhões de visitantes anuais. Mesmo assim, o papel desta monarca na fundação de uma das melhores pinacotecas mundiais passa despercebido à maioria. Por exemplo, Nuno Lima de Carvalho, director da Galeria de Arte do Casino Estoril, com 35 anos de vida dedicados a esta área, só o descobriu em 2008, apesar de ser frequentador assíduo daquele museu, no qual já esteve, pelo menos, uma dúzia de vezes. Talvez lhe tenha escapado porque, entre 2001 e 2007, os quadros e a escultura foram retirados, devido às obras de ampliação do edifício.

Será um neto que o ajudará a descobrir Maria Isabel de Bragança. Em 2008, o rapaz, já com 15 anos, participa no projecto cultural de uma instituição bancária espanhola que reúne 150 jovens de ambos os lados da fronteira, e que consiste em visitas a cidades dos dois países. Em Salamanca, vê uma exposição itinerante de retratos do Museu do Prado e traz um catálogo do evento ao avô. Ao folheá-lo, Lima de Carvalho encontra o da “Reina de Braganza, fundadora del Museo del Prado”. O surpreendente achado leva-o a começar uma investigação: “Quantos portugueses conhecem este facto histórico?”

A pesquisa começa com um teste simples. Lima de Carvalho aborda, casualmente, várias figuras nacionais ligadas a diversas áreas da sociedade, com as quais convive devido ao seu trabalho. A todas pergunta quem fundou o Museu do Prado. “Tratava-se de pessoas cultíssimas e nenhuma o sabia”, revela. Por isso, agora, dedica-se “a divulgar o papel de Maria Isabel de Bragança”. Por exemplo, na Galeria de Arte do Casino Estoril, onde promove, todos os anos, o Salão de Primavera, para descobrir novos talentos na área da pintura, o prémio atribuído passou a chamar-se “Rainha Isabel de Bragança”.

O empenho não fica por aqui. Nuno Lima de Carvalho desafia, por carta, “todas as câmaras municipais com presidentes do sexo feminino a homenagear a personagem histórica na toponímia das suas cidades”. Guimarães, Sintra e Lisboa são alguns exemplos de urbes que aceitaram a ideia. Aos CTT, lançou o projecto da edição de um selo com o retrato da rainha, mas ainda aguarda resposta.

Rivalidade entre casas reais

A ideia de criar um museu das artes surge numa curta estada da rainha no complexo do Escorial, actualmente Património da Humanidade, onde se situam os panteões dos reis e dos infantes de Espanha. Na serra, a 45 quilómetros de Madrid, Maria Isabel de Bragança aloja-se na Casita del Príncipe, um pequeno palacete do conjunto. A circunstância parece pressagiar o futuro. O local onde se instala é da autoria do arquitecto mais vistoso do neo­classicismo espanhol, Juan de Villanueva. O edifício dá ares ao próprio Museu do Prado, o que não admira: Villaneuva é o autor de ambos.

A deslocação ao Escorial deve-se a um pedido do rei para supervisionar as obras do mosteiro do complexo. O monumento estava muito danificado devido à Guerra da Independência (1808–1814) – designam-se assim, em Espanha, todos os episódios da Guerra Peninsular entre Portugal, Espanha, o Reino Unido e França ocorridos em território espanhol. Fernando VII confia na mulher no que toca aos assuntos da arte e aguarda conselhos valiosos.

Para formar uma opinião, a rainha visita várias vezes os trabalhos. Numa delas, decide conhecer o sótão e, para seu espanto, encontra lá uma grande quantidade de pinturas. Falamos de grandes obras de mestres italianos, flamengos e espanhóis, compradas pelo mestre Diego Velásquez, a mando do rei Filipe IV. Algumas foram salvas do incêndio que destruiu o antigo Alcazar de Madrid (o edifício que precedeu o actual Palácio Real) e aguardam ali novo destino. Outras, acrescenta Marsilio Cassotti, especialista argentino em biografias de figuras da nobreza e autor do livro Infantas de Portugal, Rainhas em Espanha, tinham sido ali escondidas pelos franceses, durante as invasões napoleónicas.

Maria Isabel de Bragança conhece a história do imperador José Bonaparte, antecessor do seu marido durante a soberania de Napoleão em Espanha. Inclusivamente, está a par de alguns planos daquele antepassado que nunca saíram do papel. Um deles é, precisamente, expor as obras da coroa espanhola. Ao juntar todas as peças, desenvolve a ideia de formar um museu. O passo seguinte é convencer o rei. “O facto de França ter um museu dedicado à arte, o Louvre (1793), é um dos argumentos usados pela rainha”, declara Nuno Lima de Carvalho. O raciocínio tem peso. As casas reais europeias da época rivalizam sobre quem tem a melhor colecção de pintura. Ainda por cima, um membro dos Borbón, a dinastia espanhola, ocupa o trono de França, o que acentua o despique. Naquele país, vive-se o reinado de Luís XVIII, casado com Maria Josefina Luísa de Sabóia, filha de Maria Antonieta de Borbón.

Para persuadir Fernando VII, Maria Isabel de Bragança aponta mais duas vantagens do investimento: ostentar as obras prestigiantes da coroa espanhola e da dinastia dos Borbón e provar à Europa a existência de uma escola nacional de arte espanhola tão digna de mérito como as concorrentes europeias. O casal concorda em avançar com a empreitada.

Pago com fundos pessoais

O rei não é ignorante no que toca à arte. No entanto, tem uma política muito particular quanto à expropriação que a colecção real sofreu durante a Guerra da Independência. Por um lado, quando resgata a coroa, oferece ao duque de Wellington, Arthur Wellesley, obras importantes de Velásquez, Claudio de Lorena, Correggio e Van Dyck. É certo que o general inglês ajudara Espanha a libertar-se do domínio de Napoleão, ao vencer a Batalha de Vitória (1813), e também é verdade que foi graças a ele que uma parte do espólio foi recuperada. No entanto, o militar sempre quis devolver aos espanhóis as suas obras, e não guardá-las para si. Por outro lado, Fernando VII exige a França a devolução de pinturas notáveis como A Sagrada Família, de Rafael Sanzio. Apesar da ambiguidade, é evidente que o monarca conhece a importância simbólica da colecção da Casa de Borbón.

As suas aquisições posteriores confirmam critério na escolha, o que pode desvendar o objectivo de expô-las no Prado. Até porque todas as compras foram assessoradas pelos seus pintores de câmara, em particular por Vicente López. Trata-se de obras de grande valor e parecem preencher lacunas existentes no conjunto. A preferência por autores espanhóis, na opinião dos analistas, também não é uma coincidência.

Provavelmente, as suas opções neste domínio são influenciadas pelo gosto artístico de Maria Isabel de Bragança. Já o sentido de Estado pode ser herança do avô, o rei Carlos III. Este antepassado é o responsável pela concepção da nova Madrid, isto é, pela transformação de um povoado caótico numa grande capital europeia. O arquitecto Juan Villanueva é o artífice da mudança. Desenha o Jardim Botânico, o Parque do Retiro, a Praça Maior e o Museu de Ciências Naturais. Este último nunca chega a ser utilizado para esse fim e transforma-se, por documento real, no Museu Nacional de Pintura e Escultura (em 1868, a instituição é nacionalizada e passa a chamar-se Prado, em homenagem à zona onde se localiza). O neto dá assim uma nova forma ao sonho do avô. Maria Isabel de Bragança paga o restauro do edifício com os seus fundos pessoais.

altEntre a doçura e o arrojo

Maria Isabel de Bragança nasceu em 19 de Maio de 1797, no Palácio de Queluz. Era filha de D. João VI e de D. Carlota Joaquina, um casal em permanente conflito e com personalidades opostas, um católico fervoroso e uma autoritária. O carácter da pequena infanta parece alheio ao mau ambiente familiar. Sensível à arte, generosa, tranquila, dócil, romântica, de modos suaves, não falha as lições de pintura de mestre Domingos António de Sequeira. A política e a intriga não lhe interessam.

Em 1807, durante a primeira invasão francesa, a família real muda-se para o Brasil, para impedir a perda da coroa e da independência. Ni dia 27 de Novembro, embarcam para o Rio de Janeiro. Por causa deste episódio histórico, Maria Isabel será o único membro da realeza espanhola, até 1910, a ter estado nas “índias”, como frisa Marsilio Cassotti. A infanta tem então dez anos e fica impressionada com o choro comvulsivo da mãe, conhecida por ser altiva e dominadora.

O bilhete de regresso à Europa só chega em 1814. O irmão de Carlota Joaquina, Fernando VII, restaura a dinastia Borbón e escreve-lhe secretamente para lhe pedir a mão da filha. Na missiva, solicita ainda a mão de Maria Francisca, irmã de Maria Isabel, para o seu irmão Carlos Isidro. As negociações arrastam-se, mas as infantas embarcam em direcção a Cádis em 22 de Março de 1816. A viagem é atribulada, devido ao estado do mar, pelo que só cinco meses depois chegam ao destino. Dali, ainda têm de rumar a Madrid, onde conhecerão os esposos: já casaram com eles por procuração, através dos seus representantes legais. Parece pouco romântico, mas era condição obrigatória para realizar um matrimónio real no século XIX. 

Reza a história que Maria Isabel de Bragança tem uma recepção estranha na capital. Um popular coloca no gradeamento do palácio real um cartaz onde se pode ler “Feia, pobre e portuguesa”. Marsilio Cassotti confirma no livro Infantas de Portugal, Rainhas em Espanha que as duas raparigas são aceites sem dote. Não é de estranhar. Num continente em guerra com França para impedir o sonho imperial de Napoleão, nenhuma casa real tem dinheiro. Na mesma obra, Maria Isabel é descrita como “roliça, descorada, de olhos esbugalhados, nariz proeminente, boca pequena e aspecto pouco inteligente”. Verdade seja dita: Fernando VII também não é encantador. “Tem baixa estatura, forte compleição, o nariz monumental e o gesto antipático”, escreve Cassotti, além de “modos camponeses”. Apesar de uma primeira impressão negativa, a portuguesa conquista a população quando manda desmarcar os festejos em honra do seu casamento. Tudo para não aumentar o sacrifício do povo, muito massacrado pelas dificuldades trazidas pela Guerra da Independência. 

Nem tudo lhe corre de feição, até porque o marido não é um homem apaixonado. Por exemplo, assim que a rainha engravida, o rei desinteressa-se por ela e investe em outras aventuras amorosas. Após o nascimento da primeira filha, Maria Isabel de Bragança surpreende a corte espanhola com a decisão de amamentá-la. Não é o costume da aristocracia, muito menos da família real. A estada no Brasil pode ter influenciado o arrojo, pois as brasileiras crioulas preferem dar peito aos filhos, para evitar que sejam nutridos por mulheres de raças misturadas. A bebé não sobrevive.

Fernando VII ganha ânimo para voltar a visitar a mulher e a segunda gravidez não tarda. O parto é difícil e prolongado. O esforço e o cansaço provocam convulsões que paralisam o corpo da rainha. Parece morta. Maria Isabel sofre de epilepsia, mas os cirurgiões que a acompanham desconhecem esse facto. Por isso, solicitam ao rei uma cesariana de emergência para salvar o feto. Apesar dos apelos da irmã Maria Francisca, que revela a doença aos especialistas e os adverte sobre a possibilidade de a soberana estar viva, a cirurgia avança. Quando lhe cortam o ventre, Maria Isabel grita de dor, mas a operação continua e dá origem a uma grande hemorragia. A paciente não resiste. Nas ruas, começa a circular o boato de que a rainha morreu duas vezes.

A criança acaba por falecer minutos depois. Estamos em 26 de Dezembro de 1818. Nesse dia, já se encontravam depositados no Prado, a mando da rainha, 850 quadros. A pinacoteca abre ao público em Novembro do ano seguinte, sem a presença da sua fundadora. Na inauguração, apenas estavam expostas 311 obras, provenientes de colecções reais e da nobreza, seleccionadas pelo marquês de Santa Cruz e pelo pintor da corte, Vicente López. Hoje em dia, o acervo do Museu do Prado engloba cerca de 8600 pinturas, mais de cinco mil desenhos, duas mil gravuras, setecentas esculturas e fragmentos escultóricos, cerca de mil moedas e medalhas e quase duas mil peças de artes decorativas.

C.O.E

 

Goya, o braço direito da rainha

No projecto do Museu do Prado, Maria Isabel de Bragança tem o apoio do mestre espanhol Francisco de Goya (na imagem). A princípio, a rainha pensa expor as obras no Palácio de Riofrío, perto da cidade de Segóvia, mandado construir por Isabel de Farnésio. É Goya que a incentiva a escolher Madrid, por ali se concentrar maior número de habitantes, em vez da primeira alternativa, a mais de cem quilómetros de distância.

Juntos seleccionam o edifício ideal. O pintor sabe da existência de uma grande construção desabitada numa zona nova da cidade chamada Prado e sugere-o à soberana. A primeira visita não os impressiona. A estrutura está muito deteriorada, porque durante a Guerra da Independência foi ocupada pelas tropas de Napoleão. No entanto, Maria Isabel de Bragança segue o conselho do amigo e sugere ao marido tornar o antigo Museu de Ciências Naturais de Madrid no futuro Museu Nacional de Pintura e Escultura. Fernando VII aceita e autoriza por documento real o início das obras.

Outros aspectos provam a amizade entre ambos. Há um retrato incompleto da rainha em óleo sobre tela pintado por Goya. Datado de entre 1746 e 1828, pertence actualmente à colecção privada Algur H. Meadows, sediada na cidade de Dallas (Texas). Na sala 75 do Museu do Prado, os retratos dos dois amigos estão muito perto um do outro.

 

Mais obras lusas em Madrid

O rei D. João V está para Mafra como a sua filha Bárbara de Bragança (na imagem) para Madrid. Pelo menos, quanto a investimentos excêntricos e ao fervor católico. A prova está dez minutos a pé do Museu do Prado. Basta dirigir-se à praça Cólon e a partir daí subir a rua General Castaños para encontrar o Mosteiro das Salesas Reales de Madrid. Um organismo semelhante ao Seminario de los Nobles do século XVIII (uma instituição dedicada à educação dos jovens que ocupariam os cargos mais importantes da sociedade), mas para as filhas da nobreza.

Antecessora de Maria Isabel de Bragança no trono espanhol e casada com o tio-avô do marido desta, o rei Fernando VI, Bárbara não cai nas boas graças da sogra. Por isso, esta sua obra serve o propósito oficial, mas também como retiro futuro, caso fique viúva. Outros historiadores interpretam as Salesas Reales como prova da infertilidade do casal. Tal como o pai da rainha, D. João V, construiu o Convento de Mafra para agradecer a vinda do primogénito, talvez ela, atormentada pelo mesmo problema, tente igual solução: evocar um milagre. Uma hipótese não confirmada pelos documentos históricos.

A única coincidência certa entre pai e filha é que nenhum olha a gastos para colocar em prática as suas ideias. Bárbara escolhe os mármores, os mosaicos e os bronzes mais caros. Os quadros saem do imaginário dos artistas mais famosos da época. Estes aspectos não escapam à língua do povo. Há, pelo menos, um comentário popular documentado: “Bárbara rainha, bárbara obra, bárbaro gosto, bárbaro gasto”. D. João V fica na história por encomendar não um carrilhão de 92 sinos, como era habitual, mas sim dois, cada um deles com mais de 200 toneladas.

Capricho ou não, é sabido que Bárbara de Bragança utiliza os seus próprios fundos nas Salesas Reales. Doente e ciente da proximidade da morte, deixa disposto no seu testamento os valores necessários para concluir a obra, bem como para a sua manutenção. Ao contrário dos restantes monarcas espanhóis, Bárbara e o marido estão sepultados neste mosteiro, e não no Panteão do Escorial.

 

Velásquez com sotaque do Porto

O quadro As Meninas (na foto) é uma das obras maiores e mais conhecidas do mestre espanhol Diego Rodríguez de Silva y Velásquez. Repousa na sala 12 do Museu do Prado e é muito procurado pelos visitantes, além de poder gabar-se de ser um dos quadros mais reproduzidos, ainda por cima por outros génios, como Goya, Picasso e Dalí.

Velásquez nasceu em Sevilha, no dia 6 de Junho de 1599. O apelido Silva revela as suas origens portuguesas: era filho do cristão-novo João Rodrigues da Silva, um advogado do Porto que decidiu deixar o país e fixar-se na cidade andaluza em 1581. A Inquisição controla e censura tudo, e os avós lusos de Velásquez, Diogo Silva e Maria Rodrigues, têm ascendência hebraica. Esta família, como muitas outras, emigra, originando um fluxo contrário ao que os judeus de Espanha realizaram em 1492.

A mãe de Velásquez é fidalga, o estrato mais baixo da aristocracia. Em Espanha, na época, os filhos recebem o sobrenome da mãe para conservar a herança nobre. Apesar das raízes judaicas, o pintor é educado para temer a Deus, e deixa-o patente na sua obra.

 

SUPER 160 - Agosto 2011


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