| A primeira “estação de eclipses” deste ano, iniciada com um “pobre” eclipse lunar de penumbra (a 25 de abril), completa-se quinze dias depois (entre as 22h25 de 9 de maio e as 04h25 do dia seguinte), com um eclipse anular do Sol. Obviamente, o fenómeno será visível apenas nos lugares da Terra onde o Sol se encontra acima do horizonte, o que, desta vez, acontecerá na Austrália (ao nascer do dia), estendendo-se depois pelo oceano Pacífico em direção à costa oeste da América do Sul, mas terminando em pleno mar.
|
|
|
Por ocasião de mais um aniversário do Centro Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia, no próximo dia 23 de Março, entrará em funcionamento um planetário digital, em complemento do já existente naquela instituição de divulgação e ensino da astronomia, da qual sou diretor.
|
|
|
A maior parte dos acontecimentos que em cada ano se podem observar no céu não passa de repetições do que ocorreu no ano anterior, tornando-se mais relevantes os eventos levados a efeito em diversos locais do planeta, sejam conferências, entrada em funcionamento de equipamentos como radiotelescópios e grandes telescópios, o lançamento de satélites dedicados à astronomia ou alguns equipamentos transportados por veículos espaciais com objetivos múltiplos. A tudo isto se poderá juntar uma ou outra novidade relacionada com descobertas científicas, estas quase sempre – nos tempos modernos – envolvendo aspetos teóricos ou objetos celestes longínquos, ou ainda, eventualmente, um cometa esporádico que venha alterar a regularidade dos céus e dos fenómenos que nele ocorrem.
|
|
|
Na verdade, nem mesmo os astrónomos têm facilidade em agrupar estrelas de modo a obter figuras que citam em trabalhos ou comunicações, sejam animais ou outros seres que os antigos imaginaram no céu. Mesmo assim, ainda repetem as designações tradicionais para referirem o facto de o Sol se projetar na Balança ou Júpiter se encontrar no Touro e, em muitos casos, destacam algumas estrelas de determinadas constelações para com elas formarem outra “figura” a que é comum chamar “asterismo” da constelação em causa.
|
|
|
|
Não é frequente a ocorrência de um número e variedade de acontecimentos astronómicos, num mesmo mês, como o que vai ter lugar em abril deste ano. Depois se ter tornado observável à vista desarmada, no princípio do mês passado, o cometa Pan-STARRS (nome, não do descobridor, como é habitual, mas do projeto científico a que está dedicado o telescópio que o captou, a partir do alto do monte Mauna Kea, no Havai), descoberto em junho de 2011, ficou ao alcance dos grandes telescópios um outro cometa, sobre o qual se estabeleceu já a expetativa de vir a ser “o cometa do século”.
|
|
|
A data de 3 de fevereiro de 1488 é tida como certa no registo histórico do desembarque de Bartolomeu Dias no “cabo do fim da África, o Tormentoso”, muitos dias depois de as suas caravelas, fustigadas por ventos e forte tempestade, terem – sem o saber – dobrado o cabo que seria designado “das Tormentas” e, posteriormente, “da Boa Esperança”. O navegador determina então a latitude do lugar – pela altura do Sol – e obtém o valor de 34 graus e 22 minutos, muito para além dos 22 graus alcançados por Diogo Cão em anterior etapa da estratégia de conhecer progressivamente a costa africana em busca de “passagem” que abrisse o caminho mais curto para a Índia.
|
|
|
Um filme com muitos efeitos especiais e alguns termos técnicos de física e astronomia lançou inquietações sobre quem, não gostando de encarar a hipótese de um fim de vida violento, sente vontade de questionar a ciência, certamente com a esperança de uma resposta tranquilizante.
|
|
|
Na parte mais alta do céu visível (ao princípio das noites desta época e em latitudes próximas daquelas em que se situa o território nacional), em pleno pescoço do Cisne, e sobre a Via Láctea, encontra-se um buraco negro. Embora não observável pelos olhos humanos, por não emitir “luz visível”, a sua existência foi admitida teoricamente, estimaram-se as suas propriedades, estabeleceram-se estratégias para a deteção e… a suspeita confirmou-se.
|
|
|