| Se me tivessem perguntado, em 1997, quando comecei a trabalhar no projeto da SUPER, se contava que a revista chegasse aos 15 anos, que se completam nesta edição, não sei o que teria respondido. Muita gente duvidava de que a revista pudesse vingar, num panorama mediático dominado por revistas cor de rosa e informação sensacionalista. Eu tinha outras expectativas, e a verdade é que a revista não só se afirmou como, até, se tornou um caso de sucesso superior ao esperado.
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Por coincidência, estava a ler o livro O Horror Económico, de Viviane Forrester (publicado originalmente em 1996), quando começaram a surgir os pormenores do relatório encomendado pelo governo ao FMI, com sugestões de cortes na despesa pública. Vale a pena ler o documento, para saber exatamente o que diz. As suas 76 páginas podem ser consultadas em http://bit.ly/10fZpwW e dão uma interessante leitura de domingo.
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Os benditos políticos que nos governam e deputam preparam-se para mais um golpe, desta vez na racionalidade: segundo notícias de meados de outubro, o governo preparava-se para regulamentar (isto é, para todos os efeitos práticos, reconhecer) as “terapias alternativas” até ao final de novembro.
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No momento em que escrevo, parece que a coligação governamental ainda vai durar mais algum tempo. Parece ser preferível um mau orçamento a uma crise política (Pires de Lima, PP). Ou será o contrário (Carlos César, PS)? Parece que o orçamento é o único possível (Vítor Gaspar, ministro das Finanças, independente) ou inexequível (Manuela Ferreira Leite, ex-ministra das Finanças, PSD). Parece que é a terapia de urgência que os credores nos exigem (Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças, PSD), mas também pode gerar uma infeção generalizada na economia (Bagão Félix, ex-ministro das Finanças, PP) ou ser contraproducente (Christine Lagarde, diretora do FMI).
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Como praticamente toda a gente em Portugal com a minha idade, tenho uma matriz cultural cristã. Apesar disso, não tive uma educação católica. Não fui batizado, não fiz catequese, os meus pais nunca me levaram a uma missa. Reconheço a bondade de muitos dos valores cristãos, que aliás são comuns à maioria das religiões. Reconheço o conforto de quem se revê numa igreja, cristã ou não. Invejo as pessoas que acreditam numa vida depois desta. Todos nós já tivemos de nos despedir de um ente querido, fosse um familiar, um amigo próximo ou uma figura inspiradora. Para quem acredita na ressurreição, é até já. Para mim, é adeus para todo o sempre. No entanto, não tenho outro remédio se não ser ateu: Bertrand Russell demonstrou, com a clareza e a beleza da lógica matemática, que Deus não existe. Estamos, portanto, conversados a este respeito.
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Assim que a internet se tornou mais popular, deu-se o inevitável: a rede transformou-se em mais um veículo (moralmente neutro, isto é, nem bom nem mau) para certas dependências. As mais evidentes serão as que envolvem o jogo e o sexo (pornografia e serviços eróticos), mas há outras. Por exemplo, os maníacos do controlo, em especial os que se movem na área dos negócios e da bolsa, ficaram imediatamente “agarrados” às notícias a toda a hora. Talvez ninguém pudesse adivinhar, no entanto, que fosse o próprio meio, a rede em si mesma, a tornar-se viciante.
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Olhando para a capa desta edição, parece faltar ali uma referência qualquer aos maus tratos a que nos submetem o governo e a troika, com os resultados que se conhecem, e que aliás referi aqui há um ano: a catástrofe de 2012 seria fiscal. Parece que 2013 e 2014 serão piores. Esqueçamos a troika e olhemos para diante.
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Não foi a primeira vez que aconteceu na minha vida (já ando nisto há 30 anos), mas espero que seja a última. Trata-se de um erro (não de uma gralha) que se imiscuiu na SUPER 175, atualmente nas bancas.
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