| Ansiedade generalizada, devido a fatores externos que temos a sensação de não poder controlar e a uma perspetiva de futuro que ou é imprevisível ou se anuncia como deprimente. Interrogações sobre a Europa, o seu papel no mundo, o aprofundamento de um projeto de casa comum no Velho Continente ou, pelo contrário, a sua redução progressiva a um mercado sem fronteiras. Glaciares em retirada, com indicações de que o aquecimento global está a acelerar. Corolário: mais água nos oceanos, provocando a subida do nível do mar. Dúvidas sobre as vantagens comparativas dos chamados “alimentos biológicos”, que são muito mais caros, face aos outros.
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Em 2002, um asteroide de bom tamanho (cinco a dez metros de diâmetro) despenhou-se no Mediterrâneo. Ninguém o tinha visto antes e não houve tempo para quaisquer preparativos, mesmo que soubéssemos o que fazer. Por essa razão, dedicámos a capa da SUPER 57, a primeira de 2003, ao tema dos asteroides que podem chocar com a Terra: quais as probabilidades de isso acontecer, quais as propostas para lidar com esta ameaça, quais as possíveis consequências.
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Há dez anos como agora: um ser humano saudável não existe fora de um ambiente relacional. Pode ser-se misantropo, até, mas isso continua a ser uma forma de relação com os outros. Por outro lado, a principal das relações, para a maioria das pessoas, é a que se estabelece com um parceiro, com vista a partilhar a vida. A renúncia a esta faceta da existência também revela algo sobre quem opta por ela, assim se definindo em relação ao outro.
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Os temas de psicologia e comportamento têm lugar cativo na SUPER desde a primeira edição. Não existe, provavelmente, exemplo de mês em que não nos tenhamos debruçado sobre algum dos recantos da psique humana e divulgado o que andam os cientistas a descobrir nessas paragens nunca antes navegadas (outras já mapeadas, mas uma inspeção mais cuidada mostra que tinha escapado algo).
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| Não há como a tecnologia, e em particular a que está ligada às comunicações, para nos fazer dar uma boa gargalhada, uma década depois. A capa da SUPER 58 destacava um importante artigo sobre o que temos a temer (ou não) de novos vírus e novas estirpes dos que já conhecemos, mas chamava também a atenção para outra peça de fundo: as últimas novidades em vídeo, áudio e telemóveis.
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Somos o que somos. Isto é, somos aquilo que pensamos ser. Ou seremos, antes, aquilo que os outros pensam que somos? Ou seremos tudo isso e muito mais? De onde vem a personalidade? Que parte dela é biologicamente determinada, que parte é suscetível de ser influenciada pelo ambiente em que crescemos e nos movemos? Temos uma personalidade para a vida, ou ela pode ser alterada? Será isso bom? Estas e outras perguntas justificavam a capa da SUPER 56, em que também falávamos sobre os “curtocircuitos dos nervos”, aqueles estranhos fenómenos que nos fazem espirrar quando apanhamos sol de frente, por exemplo.
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"Habituamo-nos e deixamos de dar por isso: peça a alguém que desenhe tudo o que vê, e é certo e sabido que não porá o nariz, embora ele esteja lá, bem no centro do seu campo de visão. E se disser a alguém que tem uma mosca no nariz, o mais provável é a pessoa correr para o espelho para se certificar, quando bastava fechar um olho.” Era assim que introduzíamos, na SUPER 54, o conjunto de artigos dedicados ao órgão nasal, uma peça fundamental na forma como descodificamos o mundo, mas a que geralmente damos pouca importância, se não estivermos constipados.
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No espaço, ninguém ouve os teus gritos, dizia a publicidade ao filme Alien. É verdade. Não só porque o som não se propaga no vácuo como, principalmente, porque é o mais deserto dos sítios onde gritar por ajuda. Basta afastarmo-nos umas centenas de quilómetros da pele da Terra para estarmos completamente isolados, como bem sabem os astronautas da Estação Espacial Internacional. Orbitam a 360 quilómetros de altitude (a distância de Lisboa à Capital Europeia da Cultura 2012), mas, se algo correr mal, não há quem possa socorrê-los.
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