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A primeira “estação de eclipses” deste ano, iniciada com um “pobre” eclipse lunar de penumbra (a 25 de abril), completa-se quinze dias depois (entre as 22h25 de 9 de maio e as 04h25 do dia seguinte), com um eclipse anular do Sol. Obviamente, o fenómeno será visível apenas nos lugares da Terra onde o Sol se encontra acima do horizonte, o que, desta vez, acontecerá na Austrália (ao nascer do dia), estendendo-se depois pelo oceano Pacífico em direção à costa oeste da América do Sul, mas terminando em pleno mar.
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A Audi, em colaboração com a empresa norte-americana Joule Unlimited, montou uma fábrica de combustíveis sintéticos no Novo México, que começará a produção do chamado “e-fuel” já a partir deste ano, começando pelo etanol. No próximo ano, será a vez do gasóleo e, em 2015, da gasolina sintética. Se tudo correr bem, o consórcio pretende entrar no mercado dos combustíveis num prazo de cinco anos. São combustíveis alternativos que não derivam do petróleo. A sua produção utiliza apenas água residual salgada, dióxido de carbono e uma bactéria mágica, aliás uma cianobactéria. Trata-se de organismos monocelulares que medem alguns milésimos de milímetro e são dos mais antigos seres vivos do planeta. A Joule Unlimited conseguiu fazer alterações genéticas para que, na presença de dióxido de carbono, água salgada e luz solar, a bactéria produza uma corrente contínua de hidrocarbonetos, como o etanol. Depois, basta retirar a água e tratar os hidrocarbonetos e obtém-se a base para o E85 (85 por cento de etanol e 15% de gasolina) pronto a ser queimado em motores ligeiramente modificados.
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Se me tivessem perguntado, em 1997, quando comecei a trabalhar no projeto da SUPER, se contava que a revista chegasse aos 15 anos, que se completam nesta edição, não sei o que teria respondido. Muita gente duvidava de que a revista pudesse vingar, num panorama mediático dominado por revistas cor de rosa e informação sensacionalista. Eu tinha outras expectativas, e a verdade é que a revista não só se afirmou como, até, se tornou um caso de sucesso superior ao esperado.
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Não é frequente a ocorrência de um número e variedade de acontecimentos astronómicos, num mesmo mês, como o que vai ter lugar em abril deste ano. Depois se ter tornado observável à vista desarmada, no princípio do mês passado, o cometa Pan-STARRS (nome, não do descobridor, como é habitual, mas do projeto científico a que está dedicado o telescópio que o captou, a partir do alto do monte Mauna Kea, no Havai), descoberto em junho de 2011, ficou ao alcance dos grandes telescópios um outro cometa, sobre o qual se estabeleceu já a expetativa de vir a ser “o cometa do século”.
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Entre as muitas obras sobre o ciclo imperial português que estão publicadas, falta ainda, pois está por escrever, a epopeia daqueles que não foram ousados navegantes, mas foram não menos ousados viajantes: os que arrostaram com os perigos das viagens terrestres.
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O estudo da radiação de microondas de fundo cósmico (CMBR, na sigla inglesa) sempre foi muito fértil. Descoberta por Penzias e Wilson em 1965 (vencedores do Prémio Nobel em 1978), a CMBR é uma espécie de fóssil térmico do universo muito primitivo, detetando-se hoje as suas microondas “avermelhadas” devido à contínua expansão do espaço-tempo desde o Big Bang. Escrevi eu numa destas crónicas, em 2006, que o satélite Planck (lançado em maio de 2009) seria a futura joia da coroa nesta área. De facto, os seus resultados mais recentes, publicados em março, prometem marcar a investigação na próxima década. O universo apenas se tornou transparente à luz cerca de 380 mil anos após o Big Bang, sendo antes como uma espécie de nevoeiro, onde a luz não viajava através de grandes distâncias. Isto porque, sendo um plasma quente e denso em expansão, levou algum tempo ao universo até arrefecer e diluir-se o suficiente para permitir aos fotões viajarem então “livremente”, sem interagirem com massas vizinhas em reações de absorção e emissão de luz.
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A transição da sociedade para um paradigma económico mais sustentável e de baixo carbono (ainda que o principal ânimo seja a necessidade de adaptação a um planeta em aquecimento) é passível de “gerar um elevado número de empregos ‘verdes’ em muitos setores da economia e tornar-se, de facto, um motor de desenvolvimento”, de acordo com a ONU. É neste contexto que a economia verde surge, na definição do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), como fonte de “progresso em bem-estar humano e igualdade social, a par da redução significativa dos riscos ambientais e da perturbação do equilíbrio ecológico”.
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Não há como a tecnologia, e em particular a que está ligada às comunicações, para nos fazer dar uma boa gargalhada, uma década depois. A capa da SUPER 58 destacava um importante artigo sobre o que temos a temer (ou não) de novos vírus e novas estirpes dos que já conhecemos, mas chamava também a atenção para outra peça de fundo: as últimas novidades em vídeo, áudio e telemóveis.
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